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A história do loft 1232



Reduzir o tamanho do nosso apartamento de Curitiba, nos pareceu utopia, quando aventamos a possibilidade, dois anos atrás. Já somávamos três endereços residenciais e um comercial e, administrar toda a logística e valores de manutenção dessas casas era algo que nos fazia refletir sobre a real necessidade de mantermos todas essas estruturas.

Trabalhando em três cidades diferentes e, distantes uma da outra, ter três casas era algo do qual não podíamos abrir mão. Ao optarmos por morar num Loft, levamos em conta o fato de termos a sede do S.A Nomad em Curitiba, como apoio, para recebermos clientes. Coisa que, na ausência de escritórios físicos, fazemos em nossos apartamentos, na Praia Brava e em Chapecó, ambas em Santa Catarina.

Num impulso de negação, talvez inconsciente, ou não, elegemos o que era fundamental ter nesse Loft para que, de fato, nos mudássemos do apartamento onde vivíamos e, do qual gostávamos muito.

Arquitetura foi o primeiro ponto que elegemos como indispensável, seguido de boa iluminação natural, layout funcional, ventilação cruzada e localização, lógico. Encontrar tudo isso, num apartamento compacto parecia algo impossível de conseguir - e, confesso que na época, sentia certo conforto no pensamento de que não aconteceria, pois gostava de onde morávamos. Mas, aconteceu!



Superado o desafio de encontrar um Loft que atendesse tudo o que queríamos, iniciou-se um segundo desafio - para o qual não tínhamos nos preparado-, o de fazer caber tudo o que tínhamos, nesse espaço, digamos, compacto.

Num primeiro momento, pensamos em desistir. Mas, já não tinha mais volta, já havíamos assinado o contrato e, como profissionais da área, assumimos a responsabilidade de transformar esse Loft, tão charmoso, no nosso novo lar.


Aos poucos, tudo foi sendo rearranjado. Nossos quadros, que antes ficavam dispostos pelas muitas paredes, dos muitos cômodos que tínhamos, agora, se encontram concentrados na única parede disponível, numa disposição que passamos a chamar de FORMATO GALERIA.


Invertemos o layout original, proposto pela planta do imóvel. Fizemos a sala de jantar logo na entrada, ao lado do bar.

Retiramos duas portas do armário que envelopa o núcleo central do Loft, em formato de "U", e criamos um nicho que acomodou uma bancada de trabalho e estudos.


Optamos por usar a lâmina de madeira Louro Preto, para aquecer o ambiente. E, em tempos de pandemia, essa bancada de trabalho foi bastante útil, nos períodos de home office.


Com a inversão do layout, o living com televisão ficou próximo da sacada e, se integrou ao jardim. A grande esquadria de vidro, fica na face norte do edifício e, queríamos explorar ao máximo essa entrada de luz natural no ambiente.

A televisão ficou disposta junto aos quadros, na parede galeria. Nas ocasiões em que recebemos amigos, costumamos exibimos shows ou desfiles de moda - somos admiradores da estética sofisticada dos grandes desfiles -, ou ainda, quando estamos sós, assistimos noticiário e seriados, deitados na cama.

Essas soluções surgiram da necessidade de definir, da melhor maneira possível, o layout da residência, de forma a tornar tudo mais prático, sem comprometer a estética.

O brise de madeira, elemento presente na fachada do edifício, filtra a luz do sol e trás uma sensação aconchegante para dentro do quarto.

É uma delícia, ler um livro numa tarde ensolarada, deitado entre as almofadas.


Finalizo esse texto, onde dividi com vocês, que nos leem, como foi nossa experiência de passar a habitar num pequeno apartamento, com 53 m2, com o seguinte pensamento: na casa onde moramos, tem que caber aquilo que nos é importante. Aqueles que amamos, aquilo que conte nossa história e nos lembre de quem somos e, nada mais!

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